sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A Criação do Homem

Paul Washer – A Criação do Homem [A Verdade sobre o Homem - 1/10]












Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. (Gênesis 1:26)

Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou. (Salmos 95:6)

Lição 1: A Criação do Homem

As Escrituras nos ensinam que o homem não é um acidente ou o resultado de alguns processos impensados, mas a obra criativa do Deus eterno. Após ter Deus criado todas as outras criaturas, Ele formou o primeiro homem, Adão, a partir do pó da terra, soprou o fôlego de vida em suas narinas e ele se tornou um ser vivente. A partir de Adão, Deus então formou a mulher, Eva, para ser sua companheira e auxiliadora.
 A eles foi ordenado que multiplicassem e enchessem a terra que foi colocada sob seu domínio. Toda a humanidade possui a origem comum nesta união de Adão e Eva.
A Escritura é clara que tanto homem quanto mulher foram criados por Deus e para Deus, e encontram sentido para sua existência apenas ao amá-lO, glorificá-lO, e ao fazer Sua vontade.
Singulares entre todas as criaturas, apenas eles foram criados à imago dei, ou imagem de Deus, e somente a eles foi concedido o privilégio de viver em pessoal e ininterrupta comunhão com Ele.
Estas verdades são de grande importância para nós, pois elas definem quem nós somos e o propósito para o qual nós fomos criados. Nós não somos os autores de nossa própria existência, mas fomos trazidos à existência pela graciosa vontade e poder de Deus.
Nós não pertencemos a nós mesmos, mas ao Deus que nos criou para Seus próprios propósitos e para sua satisfação. Buscar separar-se de Deus é separar de nós mesmos a vida. Viver independentemente de Sua pessoa e vontade é negar o propósito para o qual fomos criados.

1. No segundo capítulo de Gênesis é encontrado o relato das Escrituras da criação do homem. Baseado em Gênesis 2:7, resuma este relato.
O que ele comunica a nós sobre a origem do homem e seu relacionamento com Deus?
2.  No segundo capítulo de Gênesis também é encontrado o relato da criação da primeira mulher, Eva. Baseado em Gênesis 2:21-23, resuma o relato bíblico da criação da mulher.
O que ele comunica a nós a sobre a origem da mulher e seu relacionamento com Deus?
3.  Tendo estabelecido a verdade de que o homem é a obra criativa de Deus, devemos considerar sua singularidade entre o resto da criação.
De acordo com as seguintes frases de Gênesis 1:26, qual a singularidade do homem em relação ao resto da criação?
 A- Façamos o homem…  
Nota: Deus não diz, “Haja,” como com o resto da criação (1:3, 6, 14), mas “Façamos.” Isso comunica a ideia de uma relação pessoal mais importante.
A conjugação do verbo na primeira pessoa do plural do presente do conjuntivo (Façamos…), tem duas possíveis interpretações:
(1) É um plural de majestade. Era comum apresentar a realeza mencionando-a como uma pluralidade.
 (2) É uma referência à Trindade. A criação envolve o Pai, o Espírito (Gênesis 1:2) e o Filho (João :1-3; Colossenses 1:16).
B -. À nossa imagem…
Ajuda: Deus não diz “segundo sua espécie,” como com o resto da criação (1:11-12, 21, 24-25), mas “à nossa imagem.” A humanidade é singular entre a criação, pois somente dela é dito que carrega a imago dei ou imagem de Deus. A imagem de Deus pode referir-se ao seguinte:Personalidade – Adão e Eva eram criaturas pessoais e autoconscientes. Eles não eram meros animais movidos por instinto ou máquinas programadas para responder a certos estímulos. Espiritualidade - As Escrituras declaram que “Deus é Espírito” (João 4:24), e portanto é razoável esperar encontrar o mesmo atributo no homem que foi criado à imagem de Deus. Adão e Eva eram mais do que barro animado, eles eram espirituais, providos de uma genuína capacidade de conhecer a Deus, ter comunhão com Deus, e responder a Deus em obediência, adoração e ação de graças. Conhecimento – Em Colossenses 3:10, as Escrituras descrevem um aspecto da imagem de Deus como tendo um verdadeiro conhecimento de Deus. Isso não significa que Adão e Eva conheciam tudo o que se pode conhecer de Deus – uma criatura finita nunca pode compreender plenamente um Deus infinito. Mais precisamente, significa que o conhecimento que eles possuíam era puro ou genuíno. Autodeterminação ou Vontade – Adão e Eva foram criados com uma vontade, eles possuíam o poder da autodeterminação, e lhes foi concedida a liberdade de escolher. Imortalidade – Embora Adão e Eva tenham sido criados e, portanto, tiveram um começo, e embora cada momento de suas próprias existências dependesse do favor de seu Criador, eles foram dotados com uma alma imortal – uma vez criada, ela nunca deixaria de existir. A imortalidade da alma deveria levar todos os homens a considerar cuidadosamente a apavorante responsabilidade da autodeterminação. Uma vez que a alma é eterna, as escolhas que fazemos terão consequências eternas das quais não haverá escapatória.
C - Tenha ele domínio…
Ajuda: Ao homem e à mulher foi dado o privilégio e a responsabilidade de dominar sobre toda a criação como vice-regentes de Deus.
Seu domínio não deveria ser independente do domínio de Deus, mas em perfeita conformidade com Sua vontade. Eles deveriam reinar para o benefício e o cuidado da criação, e para a glória de Deus.

4.  Em Gênesis 1:26-28, nós aprendemos que o homem é singular entre o resto da criação, pois somente Ele foi criado à imagem de Deus. Nas seguintes passagens das Escrituras, vamos descobrir que, apesar de o homem ser singular, ele compartilha um propósito comum com o resto da criação – ele não foi criado para si mesmo, mas para a glória e a satisfação de Deus.
O que as seguintes passagens das Escrituras nos ensinam a respeito desta verdade?
Salmo 104:31
Romanos 11:36
Colossenses 1:16

5.  As Escrituras ensinam que o homem e a mulher foram criados por Deus e para Deus, e encontram sentido para sua existência apenas ao amá-lO, glorificá-lO e ao fazer Sua vontade. Nós não somos os autores de nossa própria existência, mas fomos trazidos à existência pela graciosa vontade e poder de Deus. Nós não pertencemos a nós mesmos, mas ao Deus que nos criou para seus próprios propósitos e satisfação. Em vista destas grandes verdades, como a humanidade deveria reagir?

a. Reverência: Salmo 33:6-9
b. Adoração: Salmo 95:6
c. Serviço: Salmo 100:2-4
d. Amor: Marcos 12:30

e. Glória e Honra: 1 Coríntios 10:31

Copyright © por Paul David Washer, Sociedade Missionária HeartCry. Website:heartcrymissionary.com
Publicado por Granted Ministries Press, uma divisão de Granted Ministries.Website: grantedministries.org


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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A VERDADE SOBRE O HOMEM!









Após a tradução do livro “O Único Deus Verdadeiro“, começamos a postar semanalmente um novo capítulo do livro “A Verdade sobre o Homem”.  No mesmo formato que o anterior, este guia de estudo bíblico propõe apresentar a doutrina do homem de forma bíblica e participativa. É um ótimo material para grupos pequenos, escolas bíblicas dominicais, discipulados e afins. Esperamos que seja proveitoso para sua alma e para sua igreja.

“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.” 
(Gênesis 1:26)
             “Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou.”    (Salmos 1:26)
MÉTODO DE ESTUDO
O grande objetivo deste estudo é que o aluno tenha um encontro com Deus através de Sua Palavra. Fundamentado na convicção de que as Escrituras são a inspirada e infalível Palavra de Deus, este estudo foi planejado de tal forma que é literalmente impossível para o aluno prosseguir sem uma Bíblia aberta diante dele.
Nosso objetivo é obedecer a exortação do apóstolo Paulo em 2 Timóteo 2:15: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”
Cada lição lida com um tema específico relacionado à doutrina do homem. O aluno irá completar cada lição respondendo às questões de acordo com os textos bíblicos fornecidos. O aluno é encorajado a meditar sobre cada texto e escrever suas considerações.
O benefício alcançado a partir deste estudo dependerá do investimento do aluno.
 Se o aluno responde as questões impensadamente copiando o texto e sem buscar entender seu significado, muito pouco será conquistado.
O aluno irá descobrir que isto é antes de tudo um estudo Bíblico, e não contém muito no caminho de ilustrações coloridas, histórias fantásticas, ou mesmo comentários teológicos.
 Era nosso desejo fornecer um trabalho que apontasse apenas para o caminho das Escrituras, e permitisse que as Escrituras falassem por si mesmas.
Este livro pode ser usado um indivíduo, um pequeno grupo, ou escola bíblica dominical.
É altamente recomendável que o aluno conclua cada capítulo por si próprio antes de se encontrar para discussão e questionamento com o grupo ou líder de discipulado.
EXORTAÇÃO AO ALUNO

O aluno é encorajado a estudar a doutrina Bíblica e descobrir sua elevada posição na vida cristã. O verdadeiro cristão não pode suportar ou mesmo sobreviver a um divórcio entre as emoções e o intelecto, ou entre a devoção a Deus e a doutrina de Deus.
De acordo com as Escrituras, nem nossas emoções nem nossas experiências fornecem um fundamento adequado para a vida cristã. Apenas as verdades da Escritura, entendidas com a mente e comunicadas através da doutrina, podem fornecer aquele infalível fundamento sobre o qual nós devemos estabelecer nossas crenças e comportamento, e determinar a validade de nossas emoções e experiências.
A mente não é a inimiga do coração, e a doutrina não é um obstáculo à devoção. Ambas são indispensáveis e deveriam ser inseparáveis.
As Escrituras nos ordenam a amar ao Senhor de todo o nosso coração, de toda a nossa alma, e com todo o nosso entendimento (Mateus 22:37), e adorar a Deus tanto em espírito quanto em verdade (João 4:24).
O estudo da doutrina é uma disciplina tanto intelectual quanto devocional. É uma busca apaixonada pela verdade de Deus que deverá sempre levar a grande transformação pessoal, obediência e adoração sincera. Portanto, o aluno deve estar prevenido contra o grande erro de buscar apenas conhecimento impessoal, e não a pessoa de Deus.
Nem a devoção negligente, nem a procura meramente intelectual são produtivas, pois em ambos os casos, Deus não é honrado.
A VERSÃO ALMEIDA REVISTA E ATUALIZADA*
Para concluir este estudo, a versão Almeida Revista e Atualizada é requerida. Esta versão da Escritura foi escolhida pelas seguintes razões:
 (1) A inabalável convicção dos tradutores de que a Bíblia é a infalível Palavra de Deus; e (2) sua fidelidade às línguas originais.
*No original, a tradução bíblica usada é a New American Standard Version. [N. do T.]
Sumário·        
·                            A Criação do Homem
·         A Queda de Adão
·         A Queda da Humanidade
·         Morte espiritual
·         Inabilidade moral
·         Escravidão a Satanás
·         O Julgamento de Morte de Deus
·         O Julgamento Final do Ímpio
·         O Inferno


Informações do livro original (em inglês)
The Truth about Man
Copyright © 2004 por Paul David Washer da Sociedade Missionária HeartCry.  Publicado por Granted Ministries Press, Uma Divisão da  Granted Ministries.
Histórico de Publicação:
1ª Edição publicada em 2007.
2ª Edição, revisada e reformatada, publicada em 2009 pela Granted Ministries Press.
Copyright © por Paul David Washer, Sociedade Missionária HeartCry.
Publicado por Granted Ministries Press, uma divisão de Granted Ministries.

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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O HOMEM E O PECADO!

POR: JOHN PIPER

A desobediência fatal de Adão e a obediência triunfante de Cristo
"Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei. "Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram, à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir.” Todavia, não é assim o dom gratuito como a ofensa, porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos."O dom, entretanto, não é como no caso em que somente um pecou; porque o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação; mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação."Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo."Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida."Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos."Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa, mas, onde abundou o pecado, superabundou a graça,"a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor." (Romanos 5.12–21)
Jesus é supremo
Jesus Cristo é a pessoa mais importante no universo - não mais importante que Deus, o Pai, ou Deus, o Espírito.
Com eles, Cristo é igual em dignidade, perfeição, sabedoria, justiça, amor e poder. Mas ele é mais importante que todas as outras pessoas - sejam anjos ou demônios; reis ou comandantes; cientistas ou artistas; filósofos ou atletas; músicos ou atores - aqueles que vivem agora ou que sempre viveram ou viverão continuamente.
Jesus Cristo é supremo.
Todas as coisas são para Jesus - até mesmo o mal
Tudo o que existe - incluindo o mal - é ordenado por um Deus infinitamente santo e totalmente sábio para fazer a glória de Cristo brilhar com mais esplendor. O texto de Provérbios 16.4 diz: "O Senhor fez todas as coisas para determinados fins, até o perverso para o dia da calamidade". Deus faz isso a seu próprio modo misterioso que preserva a responsabilidade do perverso e a impecabilidade de seu próprio coração. As coisas foram feitas por meio de Cristo e "para"Cristo (Colossenses 1.16). E isso inclui, Paulo afirma, os "tronos, soberanias, principados e potestades", que foram derrotados por Cristo na cruz. Eles foram feitos "para o dia da calamidade". E, naquele dia, o poder, a justiça, a ira e o amor de Cristo foram manifestos. Mais cedo ou mais tarde, toda rebelião contra Cristo resulta em ruína.
O Deus que está presente
Tenho a convicção de que o cristianismo não é meramente um conjunto de ideias, práticas e sentimentos designados para nosso bem-estar psicológico - seja ele designado por Deus ou pelo homem. Isso não é Cristianismo. Ele começa com a convicção de que Deus é uma realidade objetiva fora de nós mesmos. Não o tornamos o que ele é por pensar de certa forma com respeito a ele. Conforme Francis Schaefer disse: "O Deus Presente". Não o criamos. Ele é quem nos cria. Não decidimos como ele será. Ele decide que seremos. Deus criou o universo e o universo tem o propósito que Deus concede a ele, não o propósito que nós conferimos a ele. Se lhe dermos um propósito diferente do divino, somos insensatos. E nossas vidas serão trágicas no fim. Cristianismo não é um jogo; não é uma terapia. Todas as suas doutrinas fluem do que Deus é e do que ele faz na história. Elas correspondem aos fatos rigorosos. O cristianismo é mais que fatos. Há a fé, a esperança e o amor. Mas eles não flutuam no ar; crescem como grandes cedros na rocha da verdade de Deus.
Estou profundamente convencido pela Bíblia que nossa alegria, força e santidade eternas dependem da solidez dessa visão de mundo que é colocar fibra forte na espinha dorsal de sua fé. Tímidas visões de mundo produzem cristãos tímidos. E cristãos tímidos não sobreviverão aos dias à frente. Emocionalismo sem raiz que trata o cristianismo como uma opção terapêutica será eliminado nos Últimos Dias.
 Aqueles que permanecerão firmes serão os que construíram suas casas sobre a rocha da grande verdade objetiva com Jesus Cristo como a origem, o centro, e o propósito de tudo isso.
A glória de Jesus planejada no pecado de Adão
Nosso foco é no pecado extraordinário do primeiro homem, Adão, e como esse pecado preparou o cenário mais extraordinário: a contra-inserção de Jesus Cristo. Vamos voltar para Romanos 5.12-21.
Quero focar na glória de Cristo como o principal propósito que Deus teve em mente quando planejou e permitiu o pecado de Adão e com ele a queda de toda a humanidade no pecado. A Palavra diz: "Seja o que Deus permitir, ele o faz por uma razão". E suas razões são sempre infinitamente sábias e propositais. Ele não tinha obrigação de permitir que a Queda ocorresse. Ele poderia tê-la impedido, assim como teria evitado a queda de Satanás. O fato de que Deus não a impediu significa que ele tem uma razão, um propósito para ela. E ele não faz seus planos enquanto acontece alguma atividade. Ele sabe o que é sábio, sempre sabe o que é sábio. Portanto, o pecado de Adão e a queda da raça humana com ele no pecado e miséria não encontraram Deus desprevenido e é parte de seu plano abrangente para manifestar a plenitude da glória de Jesus Cristo.
Uma das formas mais claras de demonstrar isso na Bíblia - e não vamos entrar em detalhes sobre esse assunto aqui - é examinar aquelas passagens onde o sacrifício de Cristo que vence o pecado é exposto como estando na mente de Deus antes da criação do mundo. Por exemplo, em Apocalipse 13.8, João escreve sobre "aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo". Assim, havia um livro antes da fundação do mundo chamado"O Livro da Vida do Cordeiro que foi morto. Antes que o mundo fosse criado, Deus já havia planejado que seu Filho seria morto como um cordeiro para salvar todos aqueles que estão escritos no livro. Poderíamos examinar muitos outros textos como estes (Ef 1.4-5; 2Tm 1.9; Tt 1.1-2; 1Pd 1.20) para perceber a visão bíblica de que os sofrimentos e a morte de Cristo pelo pecado não são planejados depois do pecado de Adão, mas antes. Portanto, quando o pecado de Adão acontece, Deus não é surpreendido por ele, mas já o tornou parte de seu plano, o plano de manifestar sua paciência, graça, justiça e ira maravilhosas na história da redenção, e, então, em um clímax, revelar a magnificência de seu Filho como o segundo Adão, superior por todos os modos ao primeiro Adão. Assim, examinamos Romanos 5.12-21 desta vez tendo em mente que o pecado extraordinário de Adão não frustrou os propósitos de Deus de exaltar a Cristo, mas, pelo contrário, os serviu. Aqui está o modo como examinaremos esses versículos. Há cinco referências explícitas a Cristo. Uma delas estabelece o modo como Paulo pensa no que se refere a Cristo e Adão.
 E o restante mostra como Cristo é superior a Adão. Dois desses versículos são tão similares que os uniremos. Significa que examinaremos três aspectos da superioridade de Cristo.
Jesus, "aquele que vem"
Assim, vamos examinar a forma como Cristo é referido no versículo 14 e vamos ler os versículos 12 e 13 para o contexto: "12” Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram."13" Porque até ao regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei."14"Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram, à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir". Há a referência a Cristo: "Aquele que havia de vir".
O versículo 14 apresenta o modo como Paulo reflete o restante da passagem. Adão é chamado um "tipo" daquele que viria, isto é, um tipo de Cristo. Note o fato mais óbvio primeiramente: Cristo "viria". Desde o princípio, Cristo era "aquele que viria". Paulo mostra que Cristo não é uma ideia tardia. Paulo não diz que Cristo foi concebido como uma cópia de Adão. Ele afirma que Adão foi um tipo de Cristo. Deus tratou Adão de uma maneira que faria dele um tipo da forma que ele planejou para glorificar seu Filho. Um tipo é uma prefiguração de algo que viria mais tarde e seria semelhante ao tipo - somente superior. Por conseguinte, Deus tratou com Adão de uma maneira que o faria um tipo de Cristo.
Agora, observe com mais rigor, exatamente onde, na fluência de seu pensamento, Paulo decide dizer que Adão é um tipo de Cristo. O versículo 14: "Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram, à semelhança da transgressão de Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir". Ele decide nos dizer que Adão é um tipo de Cristo no momento após afirmar que as pessoas que não pecaram como Adão o fez ainda sofrem a punição que Adão sofreu. Por que Paulo, justamente nesse ponto, declara que Adão foi um tipo de Cristo?
Jesus, nosso representante
O argumento de Paulo demonstra a essência de como Cristo e Adão são semelhantes e diferentes. Eis o paralelo: as pessoas cujas transgressões não foram iguais as de Adão morreram como Adão. Por quê? Porque estavam ligados a Adão. Ele foi o representante da humanidade e seu pecado é considerado deles devido à conexão deles com Adão.
Essa é a essência do por que Adão é chamado um tipo de Cristo - pois nossa obediência não é igual à obediência de Cristo e, contudo, temos vida eterna com Cristo. Por quê? Porque somos unidos a Cristo pela fé. Ele é o representante da nova humanidade e sua justiça é considerada nossa justiça pela nossa união com ele (Confira Romanos 6.5).
Há um paralelo inferido em chamar Adão de um tipo de Cristo:
Adão > pecado de Adão > humanidade condenada nele > morte eterna
Cristo > justiça de Cristo > nova humanidade justificada nele > vida eterna
O restante da passagem revela o quanto Cristo e sua obra redentora são superiores a Adão e sua obra destrutiva. Tenha em mente o que disse no princípio. O que vemos aqui é a revelação das realidades que definem o mundo onde toda pessoa neste planeta vive. Todos neste planeta estão inclusos no texto porque Adão foi o pai de todos. Portanto, toda pessoa que você encontrar na América ou em qualquer país de qualquer etnia se defronta com o que esse texto fala. Morte em Adão ou vida em Cristo. É um texto universal. Não perca isso de vista. Ele é a realidade definidora para cada pessoa que você sempre encontrará. Tímidas visões de mundo produzem cristãos tímidos. Essa não é uma visão de mundo tímida. Ela se estende por toda a história e por toda a terra. Ela influencia cada pessoa no mundo e a cada manchete na internet. A celebração da superioridade de Jesus
Vamos agora examinar três modos como Paulo celebra a superioridade de Cristo e a obra dele sobre Adão e sua obra. Eles podem ser resumidos sob três frases: 1) a abundância da graça, 2) a perfeição da obediência, e 3) o reino da vida.
1) A abundância da graça
Primeiro: o versículo 15 e a abundância da graça. "Todavia, não é assim o dom gratuito [a saber, o dom gratuito da justiça v. 17] como a ofensa, porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos". O ponto aqui é que a graça de Deus é mais poderosa que a ofensa de Adão.
É isso que as palavras "muito mais" significam: "muito mais a graça de Deus… foram abundantes sobre muitos". Se a ofensa do homem trouxe morte, muito mais a graça de Deus trará vida. Mas Paulo é mais específico que isso. A graça de Deus é especificamente "a graça de um só homem, Jesus Cristo". "Muito mais a graça de Deus e o dom "pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos".
Essas graças não são duas graças diferentes. "A graça de um só homem, Jesus Cristo" é a encarnação da graça de Deus. Essa é a forma com a qual Paulo fala sobre ela, por exemplo, em Tito 2.11: "A graça de Deus se manifestou [a saber, em Jesus] salvadora...".  E em 2 Timóteo 1.9: "Sua própria... graça, que nos foi dada em Cristo Jesus". Por conseguinte, a graça que está em Jesus é a graça de Deus.
Essa graça é a soberana graça. Ela conquista tudo em seu caminho. Veremos em um momento que ela tem o poder do rei do universo. É a graça imperial. Essa é a primeira celebração da superioridade de Cristo sobre Adão. Quando a ofensa de um só homem, Adão, e a graça de um só homem, Jesus Cristo, se encontram, Adão e a ofensa perdem. Cristo e a graça vencem. São as boas-novas para aqueles que pertencem a Cristo.
2) A perfeição da obediência
Segundo: Paulo celebra a forma pela qual a graça de Cristo vence a ofensa de Adão e a morte, a saber, a perfeição da obediência de Cristo. O versículo 19: "Porque, como, pela desobediência [a saber, de Adão] de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência [isto é, a de Cristo] de um só, muitos se tornarão justos".
Assim, a graça de um só homem, Jesus Cristo, o impede de pecar - ela o mantém obediente até à morte e morte de cruz (Fp 2.8) - de modo que ele oferece uma obediência perfeita e completa ao Pai em nome daqueles que estão unidos com ele pela fé. Adão fracassou em sua obediência. Cristo procedeu perfeitamente. Adão foi a fonte de pecado e morte. Cristo foi a fonte de obediência e vida.
Cristo é como Adão, que foi um tipo de Cristo - ambos são representantes de uma velha e uma nova humanidade. Deus imputa o fracasso de Adão à sua humanidade e o sucesso de Cristo à sua humanidade, devido a como essas duas humanidades estão unidas às suas respectivas cabeças. A sublime superioridade de Cristo é que ele não é apenas bem-sucedido em obedecer perfeitamente, mas o faz de tal forma que milhões de pessoas são consideradas justas pela sua obediência. Você está unido somente a Adão? Você está unido à parte da primeira humanidade destinada à morte? Ou você também está unido a Cristo e à parte da nova humanidade destinada à vida eterna?
3) O reino da vida
Terceiro: Paulo celebra não apenas a graça abundante de Cristo e a obediência perfeita de Cristo, mas finalmente, o reino da vida. A graça conduz à obediência de Cristo rumo ao triunfo da vida eterna.
O versículo 21: "A fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor". A graça reina por meio da justiça (isto é, mediante a justiça perfeita de Cristo) para o grande clímax da vida eterna - e tudo isso é "mediante Jesus Cristo, nosso Senhor". Ou, uma vez mais no versículo 17, a mesma mensagem: "Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo". O mesmo padrão: graça por meio do dom gratuito de justiça conduz ao triunfo da vida e tudo isso acontece mediante Jesus Cristo.
Mencionei anteriormente que a graça de Deus em Cristo, a que Paulo faz alusão nesses versículos, é a soberana graça. Eis o termo onde se percebe esse fato, a saber, na palavra "reinar. A morte tem um tipo de soberania sobre o homem e reina sobre tudo. Todos morrem. Mas a graça vence o pecado e a morte. Ela reina em vida mesmo sobre aqueles que outrora estavam mortos. É graça soberana. A obediência extraordinária de Jesus
Esta é a grande glória de Cristo - ele ultrapassa imensamente em excelência o primeiro Adão. O pecado extraordinário de Adão não é tão maior quanto a graça e a obediência extraordinárias de Cristo e o dom da vida eterna. De fato, o plano de Deus, desde o princípio, em sua justiça perfeita, foi que Adão, como o representante da humanidade, seria um tipo de Cristo como o representante de uma nova humanidade. Seu plano foi por comparação e contraste que a glória de Cristo brilharia com mais esplendor.
O versículo 17 expressa o assunto para você de uma forma muito pessoal e muito urgente. Onde você se situa? "Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem "a abundância da graça e o dom da justiça "reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo".
Note as palavras muito cuidadosamente e pessoalmente: "Os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça". Palavras preciosas para pecadores Estas são palavras preciosas para pecadores: a graça é gratuita, o dom é gratuito, a justiça de Cristo é gratuita. Vocês receberão tudo isso como a esperança e o tesouro de suas vidas? Se receberem, vocês "reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo".
Recebam isso agora. Testemunhem isso no batismo. E tornem-se uma parte viva do povo de Cristo. 
http://bit.ly/1cAZaT3  http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/517/
John Piper é um dos ministros e autores cristãos mais proeminentes e atuantes dos dias atuais, atingindo com suas publicações e mensagens..


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domingo, 4 de agosto de 2013

O PECADO É O CASTIGO DO PECADO.




"Esta dura sentença é uma das afirmações deste africano convertido na Europa aos 33 anos, chamado Aurélio Agostinho, mais conhecido como Santo  Agostinho. Ele viveu de 354 a 430"

De que maneira o pecado é o castigo do pecado?

O castigo do pecado é o vício do pecado. Pecou-se tantas vezes, apesar de todas as advertências e dos lampejos de graça, que, agora não há como deixar o pecado. Caiu-se na gaiola e a chave se perdeu. 
Antes de Agostinho, disseram solenemente ao apóstolo João: "e quando chegar aquele tempo, todos os que praticam o mal praticarão cada vez mais; aquele que é imundo se tornará cada vez mais depravado... " (Ap 22.11).
Se a passagem de Apocalipse dá a entender que este castigo do pecado é futuro, outros textos demonstram que ele já tem sido usado por Deus. 
Veja-se, por exemplo,  o pecado como ação e como castigo na época do exílio babilônico: "na esperança de que se afastassem horrorizados, deixei que eles se afundassem no pecado. Eles chegaram a oferecer seus primeiros filhos como sacrifício aos ídolos. Isso aconteceu para que ficassem cheios de pavor e reconhecessem que eu sou o Senhor" (Ez 20.26).
          Quando não briga mais com o pecador impenitente e o deixa fazer tudo que ele quer, Deus não está poupando esta pessoa, mas punindo-a com o pecado!
           A passagem mais clara da Bíblia - e a mais terrível - que dá toda razão a Agostinho encontra-se no primeiro capítulo da carta aos Romanos. A expressão "Deus entregou" aparece três vezes seguidas, o que indica uma permissão para que sigam o curso normal no qual remam o que coincide com o termo seguinte: "aos desejos do coração deles”. "DESEJOS" aí se referem à 'vontade pessoal'', que está ligada à impureza e desonra dos corpos. 
Examine cada uma:
- "Deus entregou os seres humanos aos desejos dos corações deles para fazerem coisas sujas e para terem relações vergonhosas uns com os outros." (1.24). "
2 - "Por causa das coisas que estas pessoas fazem, Deus as entregou a paixões vergonhosas, pois até as mulheres trocam as relações naturais pelas que são contra a natureza. E também os homens deixam as relações naturais com as mulheres, se queimam de paixão uns pelos outros, e por isso recebem em si mesmos o castigo que merecem por causa de seus erros" (1.26-27)."
3 - "E, como não querem saber do verdadeiro conhecimento a respeito de Deus, ELE os entregou aos seus maus pensamentos, de modo que fazem o que não devem (1.28)."
            que acontece hoje, o que vemos hoje, o que ouvimos hoje dão uma tremenda força à sentença de Agostinho: <<o pecado é o castigo do pecado >>. 
 Há quarenta anos - junho de 1969 - a partir de um incidente em um bar de Manhatan em Nova York, entre a polícia e homossexuais, o movimento gay vem generalizando o homossexualismo, o machismo e o feminismo. Isso mudou da água para o vinho os costumes, as concepções de certo e errado, e as normas religiosas. 
A historiadora Elizabeth Fox-Genovese  mostra que dentro de um período extraordinariamente pequeno ocorreu uma transformação cataclísmica da própria natureza e sociedade. Peter Jones, doutor em teologia pelo Seminário Teológico de Princeton, um especialista em paganismo, vaticina que todas as manifestações que considerarem a heterossexualidade normal serão tidas como ilegais e absurdas, e o cristão será considerado um fora da lei. Ele conta que "quinze grupos cristãos católicos e protestantes foram expulsos do campus da Vanderbilt, no Tenesse, por se recusarem, em princípio, a permitirem gays em sua liderança". Um jornalista do canal de notícias Fox News declarou que, "aqueles que se opõem ao casamento entre indivíduos do mesmo sexo estão do lado errado da história". 
         Coerente com a teologia de Paulo, o abandono das relações naturais não foi a gota d'água, mas o resultado de condutas mais ousadas ainda, como, por exemplo trocar "a verdade sobre Deus,  pela mentira"; adorar e servir às coisas que Deus criou e não ao próprio Deus. (1.25)
      
 “ Não há muita diferença entre Paulo e Agostinho: o primeiro diz que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23), e o segundo exclama que o castigo do pecado é o pecado ”!

          Morte e pecado sempre foram irmãos gêmeos, e sobre isso diz o linguista Ronaldo Lidório: "no entanto é interessante notar que estas fortes afirmações paulinas vêm logo após ele expressar que o Evangelho 'é o poder de Deus para salvar os que creem' (Rm 1.16), e, isso deixa bem claro que não se trata de uma acusação gratuita, ou para observação da degradação humana, mas de uma constatação de que a epaggelia  - promessa do Messias que está no primeiro verso do mesmo capítulo - agora cumprida no euaggelion - que é Jesus - é suficiente para salvar a todo aquele que crê, independente do nível de separação entre Deus e o Homem".

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Fonte:

<<Revista Ultimato número 343 [ julho-agosto de 2013 ], página 16>>


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